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| "A Física Quântica nos inspira a refletir sobre como a atenção e a intenção influenciam nossa realidade emocional." |
A Física Quântica revolucionou nossa compreensão da realidade ao revelar algo surpreendente: o ato de observar influencia o que é observado. Partículas subatômicas se comportam de maneira diferente quando são medidas, como se a própria interação com o sistema de medição participasse da definição da realidade. Essa descoberta, que desafia a física clássica, tem implicações que vão muito além dos laboratórios científicos.
Ao refletir sobre a natureza do rancor e da paz interior, encontramos paralelos fascinantes com os conceitos quânticos. Assim como uma partícula pode existir em múltiplos estados simultaneamente até ser observada, nossas emoções também podem coexistir em estados de mágoa e compaixão. O que define qual estado prevalece é, em grande parte, onde colocamos nossa atenção e como escolhemos observar nossa própria experiência interior.
Esclarecimento Importante
Antes de prosseguirmos, é fundamental fazer uma distinção clara: este não é um artigo de física. Não estamos afirmando que emoções são literalmente fenômenos quânticos ou que a consciência humana colapsa funções de onda. Estamos usando os conceitos da Física Quântica como metáforas e analogias para iluminar aspectos da experiência emocional humana. A ciência da psicologia e da neurociência oferece explicações próprias para esses fenômenos, que são igualmente válidas e complementares. O que buscamos aqui é uma reflexão inspirada pela ciência, não uma aplicação literal da Mecânica Quântica à vida cotidiana.
O "observador" na Física Quântica é, em sua definição mais precisa, qualquer sistema que interage com o sistema quântico — não necessariamente uma consciência humana. No entanto, a descoberta de que a observação influencia a realidade tem inspirado reflexões profundas sobre o papel da atenção e da intenção, que exploramos aqui de forma analógica.
Neste artigo, exploraremos como os princípios da Mecânica Quântica — como a superposição, o entrelaçamento, o Princípio da Incerteza e o papel do observador — podem nos oferecer uma nova perspectiva sobre a superação do rancor e a conquista da paz de espírito.
Se você deseja entender os fundamentos dessa ciência fascinante, recomendo começar pelo artigo O Que é Física Quântica? . E para conhecer a história dos grandes pensadores que construíram essa teoria, o artigo Principais Cientistas da Física Quântica oferece um panorama completo.
O Que a Física Quântica Revela Sobre a Natureza da Realidade
Para compreendermos como a Física Quântica pode nos ajudar a refletir sobre a superação do rancor, precisamos primeiro entender algumas de suas descobertas mais fundamentais. Essas descobertas não apenas transformaram a física, mas também nos convidaram a repensar a própria natureza da percepção e da realidade.
O Colapso da Função de Onda e o Papel do Observador
Na Mecânica Quântica, o estado de um sistema é descrito por uma função de onda, que contém todas as probabilidades possíveis para os resultados de uma medição. Enquanto não é observado, o sistema existe em uma superposição de múltiplos estados. No momento em que uma medição é realizada, a função de onda "colapsa" para um estado definido.
Esse processo, conhecido como colapso da função de onda, é um dos aspectos mais intrigantes e debatidos da Física Quântica. O que causa o colapso? A medição em si? A interação com o ambiente? Essas questões permanecem em aberto na física moderna.
De forma analógica, podemos refletir sobre como nossa atenção influencia nossa realidade emocional. Quando nos concentramos em uma mágoa passada, estamos essencialmente direcionando nossa atenção para essa lembrança, mantendo-a viva e presente em nossa experiência. Não se trata de um colapso quântico literal, mas de um processo psicológico no qual a atenção fortalece determinados estados emocionais.
Para aprofundar esse conceito, o artigo Interpretação de Copenhague explica como essa visão da realidade quântica foi formulada por Niels Bohr e seus colaboradores.
A Superposição Quântica e a Coexistência de Estados
Uma das ideias mais contraintuitivas da Física Quântica é a superposição. Partículas podem existir em múltiplos estados simultaneamente até serem observadas. O famoso experimento mental do Gato de Schrödinger ilustra esse paradoxo: o gato estaria vivo e morto ao mesmo tempo até que alguém abrisse a caixa.
Em nossa vida emocional, também experimentamos o que poderíamos chamar, em termos analógicos, de superposição emocional. Podemos sentir raiva e compaixão pela mesma pessoa. Podemos sentir mágoa e ao mesmo tempo desejar sua felicidade. Esses estados emocionais coexistem, e o que determina qual deles se manifesta é, em grande parte, nossa escolha consciente de onde colocar nossa atenção.
A ciência da psicologia confirma que emoções conflitantes podem coexistir — um fenômeno conhecido como ambivalência emocional. A analogia com a superposição quântica nos ajuda a compreender que não precisamos escolher entre emoções conflitantes de forma definitiva. Podemos reconhecê-las como estados coexistentes e, através da observação consciente, escolher qual estado queremos cultivar.
Para entender melhor esse fenômeno, consulte o artigo Superposição Quântica , que explora como partículas podem existir em múltiplos estados.
O Observador e o Rancor: Uma Analogia Poderosa
O rancor é um estado emocional profundamente enraizado, caracterizado por ressentimento persistente em relação a uma pessoa ou situação. Ele se alimenta da atenção que dedicamos a ele. Quanto mais nos concentramos na ofensa, mais forte o rancor se torna.
O Rancor Como Estado Fortalecido pela Atenção
Na Física Quântica, um sistema colapsa para um estado definido quando é observado. De forma análoga, o rancor pode ser visto como um estado emocional fortalecido por nossa atenção repetida. Quando nos lembramos constantemente de uma ofensa, estamos reforçando esse estado emocional.
Cada vez que revivemos a mágoa, fortalecemos a conexão neural associada a essa lembrança. Esse processo, conhecido na neurociência como "podagem sináptica" ou fortalecimento de vias neurais, torna o rancor cada vez mais presente em nossa experiência. A analogia com o colapso quântico nos ajuda a visualizar como a atenção repetida "fixa" determinados estados emocionais.
A boa notícia é que, assim como a atenção pode fortalecer o rancor, ela também pode fortalecer estados emocionais mais saudáveis. Podemos escolher direcionar nossa atenção para diferentes aspectos da situação, permitindo que emoções como compreensão e compaixão também se desenvolvam.
A Escolha do Observador: Atenção e Intenção
Um dos aspectos mais poderosos da analogia quântica é a ênfase no papel do observador. Na Mecânica Quântica, o observador — entendido como o sistema de medição — influencia o que é observado. Em nossa vida, somos observadores de nossa própria experiência, no sentido psicológico do termo. Podemos escolher onde direcionar nossa atenção e intenção.
Se direcionamos nossa atenção para o rancor, fortalecemos o rancor. Se direcionamos nossa atenção para a compreensão, a compaixão e o crescimento, fortalecemos esses estados. A paz interior não é a ausência de emoções negativas, mas a escolha consciente de não permitir que elas definam nossa realidade.
Conexões Emocionais: Uma Analogia com o Entrelaçamento Quântico
O entrelaçamento quântico é um fenômeno no qual partículas se tornam conectadas de tal forma que o estado de uma influencia instantaneamente o estado da outra, independentemente da distância que as separa. Albert Einstein chamou esse fenômeno de "ação fantasmagórica à distância".
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| "O entrelaçamento quântico serve como analogia para compreendermos como conexões emocionais podem persistir no tempo e na distância." |
A Analogia do Entrelaçamento Emocional
O rancor pode ser compreendido, de forma analógica, como uma conexão emocional persistente que nos mantém presos ao passado e a pessoas que nos magoaram. Embora essa conexão não seja literalmente entrelaçamento quântico, a analogia nos ajuda a entender por que sentimentos podem persistir mesmo sem contato físico.
Assim como partículas entrelaçadas compartilham um estado quântico, pessoas conectadas pelo rancor compartilham uma carga emocional negativa. A dor da outra pessoa pode nos afetar, e nossa dor pode nos manter conectados a ela de maneiras que não desejamos.
É importante destacar que esta é uma analogia, não uma descrição literal da realidade. O entrelaçamento quântico é um fenômeno físico que não envolve emoções, consciência ou escolhas. A analogia é útil porque nos ajuda a visualizar como conexões emocionais podem persistir no tempo e no espaço, mas não deve ser interpretada como uma explicação científica para fenômenos emocionais.
Para uma compreensão mais aprofundada do fenômeno físico, o artigo Entrelaçamento Quântico explora como ele desafia nossa compreensão da realidade.
Como "Desconectar-se" de Conexões Emocionais Negativas
Assim como partículas podem ser influenciadas por interações com o ambiente, podemos nos desconectar emocionalmente do rancor. Esse processo envolve:
Reconhecer a conexão: Aceitar que ainda estamos emocionalmente ligados à situação ou pessoa.
Escolher observar de forma diferente: Mudar nossa perspectiva sobre o que aconteceu.
Praticar o perdão: Liberar o peso emocional, mesmo que a conexão continue existindo de alguma forma.
Redirecionar a atenção: Focar no presente e em nosso próprio crescimento.
O processo de desconexão emocional não significa esquecer ou negar o que aconteceu. Significa escolher não permitir que essa conexão continue definindo nossa realidade emocional.
Incerteza, Aceitação e Paz Interior
O Princípio da Incerteza, formulado por Werner Heisenberg, estabelece que existem limites fundamentais para o que podemos conhecer simultaneamente sobre certas propriedades físicas. Não podemos determinar com precisão absoluta a posição e o momento de uma partícula ao mesmo tempo.
Aceitando a Incerteza da Vida
Esse princípio tem implicações profundas para nossa compreensão da vida. De forma analógica, podemos refletir que, assim como não podemos conhecer tudo sobre uma partícula, não podemos controlar todas as circunstâncias de nossa vida. Existem limites para o que podemos prever e controlar.
A paz interior muitas vezes começa com a aceitação dessa incerteza fundamental. Quando tentamos controlar tudo, nos frustramos e nos decepcionamos. Quando aceitamos que nem tudo está sob nosso controle, abrimos espaço para a serenidade.
O rancor frequentemente surge da crença de que as coisas deveriam ter sido diferentes. É uma resistência à realidade do que aconteceu. O Princípio da Incerteza, em sua aplicação analógica, nos convida a aceitar que o passado, como a posição e o momento de uma partícula, não pode ser completamente conhecido ou controlado.
Para uma análise detalhada, o artigo Princípio da Incerteza explora as implicações dessa descoberta fundamental.
A Paz Como Estado de Observação Consciente
Na Física Quântica, o observador não julga o sistema que observa. Ele simplesmente interage com ele. De forma análoga, a paz interior pode ser cultivada através da observação consciente de nossos pensamentos e emoções, sem julgamento excessivo.
Quando observamos nossos sentimentos sem julgá-los como bons ou ruins, certos ou errados, criamos espaço para que eles simplesmente existam. Não precisamos suprimir o rancor ou fingir que ele não existe. Podemos observá-lo, reconhecê-lo e escolher não nos identificar com ele.
Essa prática de observação consciente, conhecida como mindfulness em algumas tradições, tem raízes profundas tanto na ciência quanto na filosofia. Ela nos ensina que não somos nossos pensamentos ou emoções. Somos a consciência que os observa.
O Perdão Como Escolha Consciente de Libertação
O perdão é uma das ferramentas mais poderosas para superar o rancor. Na analogia quântica, o perdão pode ser compreendido como uma escolha consciente que transforma nossa relação com o passado.
A Escolha Consciente do Perdão
Assim como uma medição colapsa a função de onda de um sistema quântico para um estado definido — de forma análoga — o perdão transforma nossa realidade emocional para um estado de libertação. Ele não apaga a memória do que aconteceu, mas transforma a relação que temos com essa memória.
É importante destacar que o perdão não é literalmente um colapso quântico. O colapso da função de onda é um processo físico que ocorre durante a medição, não uma escolha consciente. O perdão é uma escolha psicológica e espiritual. A analogia é útil porque nos ajuda a visualizar o perdão como uma transformação de estado, não como uma negação do passado.
O perdão é uma escolha consciente. Podemos decidir perdoar mesmo quando não sentimos isso imediatamente. A decisão precede o sentimento. Ao escolhermos perdoar, estamos essencialmente escolhendo transformar nossa realidade emocional.
O Papel da Atenção no Processo de Cura
No processo de perdão, somos tanto observadores quanto agentes de transformação. Observamos nossas emoções, reconhecemos nosso sofrimento e escolhemos um novo estado. Essa capacidade de auto-observação é o que nos permite transcender o rancor.
Quando nos tornamos observadores conscientes de nossa própria experiência, ganhamos a liberdade de escolher como responder a ela. Não precisamos reagir automaticamente com rancor. Podemos observar, compreender e escolher uma resposta mais saudável.
O Gato de Schrödinger e os Estados Emocionais
O experimento mental do Gato de Schrödinger é uma das metáforas mais famosas da Física Quântica. Ele ilustra o paradoxo da superposição: o gato estaria vivo e morto ao mesmo tempo até que alguém abrisse a caixa.
Emoções Conflitantes Como Coexistência de Estados
Nossas emoções também podem coexistir em estados aparentemente contraditórios. Podemos sentir mágoa e amor pela mesma pessoa. Podemos sentir raiva e compreensão simultaneamente. Esses estados não são mutuamente exclusivos; eles coexistem.
O erro que muitas vezes cometemos é acreditar que precisamos escolher entre esses estados. A analogia com a superposição quântica nos ensina que eles podem coexistir. Não precisamos negar nossa mágoa para cultivar o perdão. Podemos reconhecer ambos os sentimentos e escolher qual deles queremos nutrir.
Abrindo a Caixa: A Escolha do Observador
No experimento de Schrödinger, é o ato de abrir a caixa que colapsa a função de onda para um estado definido. Em nossa vida emocional, somos nós que "abrimos a caixa" através de nossa atenção e intenção.
Se abrimos a caixa com a intenção de encontrar motivos para rancor, encontraremos. Se abrimos com a intenção de encontrar compreensão, também encontraremos. Nossa intenção molda o que observamos — não literalmente, como na Física Quântica, mas no sentido psicológico de que nossa atenção e expectativa influenciam nossa percepção.
Para explorar esse paradoxo mais profundamente, o artigo Gato de Schrödinger oferece uma análise detalhada de suas implicações.
A Dualidade Onda-Partícula e a Natureza das Emoções
A dualidade onda-partícula é um dos conceitos mais fundamentais da Física Quântica. Ela mostra que partículas subatômicas podem se comportar tanto como ondas quanto como partículas, dependendo de como são observadas.
Emoções Como Ondas e Partículas
Nossas emoções também têm uma natureza dual, no sentido analógico. Elas podem ser fluidas e mutáveis, como ondas, ou fixas e persistentes, como partículas. O rancor é uma emoção que tende a se cristalizar, tornando-se fixa e difícil de transformar.
Quando reconhecemos a natureza fluida de nossas emoções, podemos evitar que elas se cristalizem em rancor. Podemos observar nossas emoções como ondas que vêm e vão, sem nos apegarmos a elas.
A Escolha de Como Observar Nossas Emoções
Assim como a forma como observamos uma partícula determina se ela se comporta como onda ou partícula — no sentido físico real — a forma como observamos nossas emoções, no sentido psicológico, determina se elas se tornam fluidas ou fixas.
Se observamos nossas emoções com curiosidade e abertura, permitimos que elas fluam. Se as observamos com rigidez e julgamento, as fixamos em estados permanentes. A escolha é nossa.
Para entender melhor esse fenômeno, consulte o artigo Dualidade Onda-Partícula.
A Função de Onda da Consciência: Uma Reflexão Filosófica
A função de onda é uma ferramenta matemática que descreve o estado de um sistema quântico. Ela contém todas as informações sobre as probabilidades de diferentes resultados de medição.
A Consciência Como Campo de Possibilidades
De forma filosófica e analógica, podemos refletir que a consciência contém múltiplas possibilidades emocionais. Cada emoção é uma possibilidade que pode se manifestar dependendo de como direcionamos nossa atenção e intenção.
É fundamental destacar que esta é uma reflexão filosófica, não uma afirmação científica. A consciência não é descrita por uma função de onda na física moderna. A analogia é interessante filosoficamente, mas não tem base científica comprovada.
Essa perspectiva nos liberta da crença de que somos definidos por nossas emoções. Assim como uma função de onda não é igual a nenhum de seus estados possíveis, nossa consciência não é igual a nenhuma de nossas emoções. Somos o campo de possibilidades, não os estados individuais que se manifestam.
Moldando Nossa Realidade Interior
Ao compreendermos, de forma analógica, que nossa consciência contém múltiplas possibilidades, ganhamos a capacidade de moldar nossa realidade interior. Podemos escolher quais estados emocionais queremos cultivar e quais queremos deixar de lado.
O rancor é apenas uma das possibilidades contidas em nossa experiência consciente. Podemos escolher não reforçá-lo e, eventualmente, permitir que ele diminua em intensidade.
O artigo Função de Onda oferece uma compreensão mais aprofundada desse conceito matemático fundamental.
A História dos Físicos e a Superação da Incerteza
Os grandes físicos quânticos não apenas formularam teorias; eles também tiveram que lidar com a incerteza em suas próprias vidas e carreiras. Suas histórias nos oferecem lições valiosas sobre como lidar com a incerteza.
Niels Bohr: Aceitando a Natureza Probabilística
Niels Bohr, um dos principais formuladores da Interpretação de Copenhague, defendeu que a natureza era fundamentalmente probabilística. Ele aceitou que não poderíamos ter uma descrição totalmente intuitiva da realidade microscópica.
A lição de Bohr para nós é que podemos encontrar paz na aceitação da incerteza. Não precisamos ter todas as respostas para viver bem. Podemos confiar no processo e na jornada, mesmo quando o destino não está claro.
Einstein: A Resistência à Incerteza
Albert Einstein, apesar de suas contribuições fundamentais para a Física Quântica, resistiu à ideia de que a natureza era fundamentalmente probabilística. Sua famosa frase "Deus não joga dados" expressava seu desconforto com a incerteza.
A resistência de Einstein à incerteza nos lembra que a luta contra a incerteza é uma experiência humana universal. Todos nós desejamos certeza e controle. No entanto, assim como Einstein teve que aceitar os limites de sua visão, também precisamos aceitar os limites de nosso controle sobre a vida.
Para conhecer melhor esses grandes pensadores, o artigo Principais Cientistas da Física Quântica oferece um panorama completo de suas vidas e contribuições.
Perguntas Frequentes
O que a Física Quântica tem a ver com a paz interior?
A Física Quântica nos inspira a refletir sobre como a observação e a atenção influenciam nossa experiência. De forma analógica, assim como a observação influencia o que é observado na Física Quântica, nossa atenção influencia nossa realidade emocional. No entanto, é importante destacar que estamos falando de analogias, não de aplicações literais da Física Quântica à psicologia.
A superposição quântica explica emoções conflitantes?
A superposição quântica é usada como analogia para a coexistência de emoções conflitantes. A psicologia confirma que emoções como mágoa e compaixão podem coexistir — um fenômeno conhecido como ambivalência emocional. A analogia nos ajuda a compreender esse fenômeno, mas não é uma explicação física para ele.
O entrelaçamento quântico explica conexões emocionais?
O entrelaçamento quântico é uma analogia para conexões emocionais persistentes. O fenômeno físico real não envolve emoções, consciência ou escolhas. A analogia é útil para visualizar como conexões emocionais podem persistir, mas não deve ser interpretada como uma explicação científica.
Como posso aplicar a ideia de incerteza à minha vida?
O Princípio da Incerteza, de forma analógica, nos convida a aceitar que nem tudo está sob nosso controle. A aceitação da incerteza está associada a menor ansiedade e maior bem-estar, segundo a psicologia. Não se trata de uma aplicação literal da física, mas de uma reflexão inspirada por ela.
O perdão tem alguma base na Física Quântica?
Não. O perdão é um fenômeno psicológico e espiritual, não um fenômeno quântico. A analogia com o colapso quântico é uma metáfora que nos ajuda a visualizar o perdão como uma transformação de estado, mas não deve ser interpretada como uma explicação física do perdão.
O Gato de Schrödinger ensina algo sobre emoções?
O Gato de Schrödinger é usado como analogia para a coexistência de emoções conflitantes. O experimento mental ilustra o paradoxo da superposição na Física Quântica, e a analogia nos ajuda a refletir sobre como emoções contraditórias podem coexistir em nossa experiência.
A consciência é uma função de onda?
Não. A função de onda é um conceito matemático da Física Quântica que descreve estados de sistemas físicos. A consciência não é descrita por uma função de onda na física moderna. A analogia é uma reflexão filosófica, não uma afirmação científica.
Como a vida dos físicos quânticos nos ajuda com a incerteza?
Físicos como Bohr e Einstein tiveram que lidar com a incerteza em suas próprias vidas. Bohr aceitou a natureza probabilística da realidade; Einstein resistiu a ela. Suas histórias nos lembram que a luta contra a incerteza é universal e que a aceitação pode nos trazer paz.
Existe uma conexão entre a Interpretação de Copenhague e a paz interior?
A Interpretação de Copenhague enfatiza o papel do observador na definição da realidade física. De forma analógica, podemos refletir que nossa atenção e intenção influenciam nossa realidade emocional. No entanto, a interpretação física não faz afirmações sobre psicologia ou paz interior.
Este artigo afirma que a Física Quântica explica a psicologia?
Não. Este artigo usa a Física Quântica como fonte de analogias e inspiração, não como explicação para fenômenos emocionais. A psicologia e a neurociência oferecem explicações próprias para as emoções, que são igualmente válidas e complementares.
Nota Final sobre a Natureza do Conteúdo
Este artigo explora conexões filosóficas e analógicas entre a Física Quântica e a experiência emocional humana. Embora os conceitos quânticos sejam apresentados com precisão científica, as aplicações à psicologia e à vida cotidiana são interpretativas e devem ser compreendidas como reflexões inspiradas pela ciência, não como afirmações científicas sobre a natureza da consciência, das emoções ou do perdão.
A ciência da psicologia e da neurociência oferece explicações rigorosas para fenômenos como o rancor, o perdão e a paz interior, baseadas em evidências empíricas. Este artigo não substitui essas explicações, mas oferece uma perspectiva complementar, utilizando a beleza e a complexidade da Física Quântica como fonte de inspiração para reflexões sobre a experiência humana.
Para uma compreensão mais aprofundada dos fenômenos emocionais, recomenda-se consultar fontes da psicologia e da neurociência, além dos artigos de desenvolvimento pessoal disponíveis neste blog, como [Autocuidado], [Pensamento Positivo] e [Como Lidar com Pessoas Tóxicas].
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| "A paz interior é uma escolha consciente que podemos cultivar, inspirados pela reflexão sobre os conceitos da Física Quântica." |
Conclusão
A Física Quântica nos oferece muito mais do que uma compreensão do universo microscópico. Ela nos presenteia com uma nova forma de pensar sobre a realidade, a consciência e nossa própria experiência emocional. Ao explorarmos conceitos como superposição, entrelaçamento, incerteza e o papel do observador — sempre como analogias e inspirações — descobrimos ferramentas poderosas para refletir sobre nossa vida interior.
O rancor, como vimos, pode ser compreendido como um estado emocional fortalecido por nossa atenção repetida. A paz interior não é a ausência de emoções negativas, mas a escolha consciente de não permitir que elas definam nossa realidade. A Física Quântica, em sua aplicação analógica, nos convida a reconhecer a coexistência de emoções conflitantes, a aceitar a incerteza como parte da vida e a escolher conscientemente onde direcionar nossa atenção.
Os grandes físicos quânticos nos ensinaram que a incerteza não é um defeito da natureza, mas uma característica fundamental. Bohr nos mostrou que podemos encontrar paz na aceitação do que não podemos controlar. Einstein nos lembrou que a resistência à incerteza é uma experiência humana universal. Ambos, à sua maneira, contribuíram para nossa compreensão de que a jornada é tão importante quanto o destino.
Ao refletirmos sobre nossa experiência emocional através das lentes da Física Quântica — sempre com a clareza de que estamos trabalhando com analogias — ganhamos uma nova perspectiva sobre o perdão, a aceitação e a paz interior. A verdadeira paz de espírito não vem da ausência de desafios ou da certeza absoluta. Ela vem da compreensão de que somos observadores de nossa própria experiência e que temos o poder de escolher como respondemos a ela.
Que você possa, ao longo dessa jornada, encontrar a serenidade que vem da compreensão de que a realidade — tanto a física quanto a emocional — é moldada pela observação. E que você escolha observar sua vida com compaixão, compreensão e paz, reconhecendo que a ciência e a sabedoria humana caminham juntas nessa busca.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
HEISENBERG, Werner. Física e Filosofia. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1981.
BOHR, Niels. A Teoria Atômica e a Descrição da Natureza. Rio de Janeiro: Contraponto, 1995.
SCHRÖDINGER, Erwin. O Que é Vida? São Paulo: Editora Unesp, 1997.
GREENE, Brian. O Universo Elegante. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
GOLEMAN, Daniel. Inteligência Emocional. Rio de Janeiro: Objetiva, 1995.



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