David Bohm: o criador da teoria da onda piloto e da não-localidade

 

Retrato de David Bohm, físico criador da mecânica bohmiana
 David Bohm (1917-1992), o físico que revolucionou a interpretação da mecânica quântica com sua teoria da onda piloto e da não-localidade.

Em 1951, um dos físicos mais brilhantes de sua geração publicou um livro que Albert Einstein elogiou como a mais clara explicação da teoria quântica que já lera. Mas, em vez de consolidar sua carreira, esse livro marcaria o início de uma jornada de exílio, perseguição e heresia científica. David Bohm, físico americano, membro do Partido Comunista e amigo de Einstein, estava prestes a propor uma interpretação da mecânica quântica tão radical que o marginalizaria da comunidade científica por décadas.

Bohm resgatou e reformulou a antiga ideia da onda piloto de Louis de Broglie, criando uma teoria que restaurava o realismo e o determinismo na física quântica. Sua interpretação, conhecida como mecânica bohmiana ou teoria de Broglie-Bohm, propõe que as partículas têm posições definidas o tempo todo e são guiadas por uma "onda piloto" — a própria função de onda. Além disso, a teoria de Bohm é explicitamente não-local, abraçando a "ação fantasmagórica à distância" que Einstein tanto desprezava.

A história de Bohm é tão fascinante quanto sua física. Perseguido durante a era McCarthy, exilado no Brasil e depois na Inglaterra, ele foi um dos pensadores mais originais e controversos do século XX. Neste artigo, vamos explorar sua vida, sua teoria da onda piloto e seu legado duradouro. 

ÍNDICE

  • QUEM FOI DAVID BOHM?

  • O CONTEXTO CIENTÍFICO: A INSATISFAÇÃO COM COPENHAGUE

  • A TEORIA DA ONDA PILOTO (1952)

  • A NÃO-LOCALIDADE NA TEORIA DE BOHM

  • BOHM E O PARADOXO EPR

  • BOHM E O TEOREMA DE BELL

  • O EXÍLIO: BRASIL E INGLATERRA

  • O LEGADO DE DAVID BOHM

  • PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE DAVID BOHM

  • CONCLUSÃO 

QUEM FOI DAVID BOHM?

David Joseph Bohm nasceu em 20 de dezembro de 1917, em Wilkes-Barre, Pensilvânia, em uma família de imigrantes judeus. Seu pai era um comerciante húngaro, e sua mãe, uma imigrante lituana. Desde cedo, Bohm mostrou talento para a ciência, mas sua vida foi marcada por uma constante tensão entre sua genialidade intelectual e suas convicções políticas.

A Formação e o Projeto Manhattan

Bohm estudou na Pennsylvania State College e obteve seu doutorado na Universidade da Califórnia em Berkeley, sob a orientação de J. Robert Oppenheimer. Oppenheimer queria contratá-lo para o Projeto Manhattan, mas foi vetado devido às atividades políticas de Bohm em Berkeley.

Apesar disso, as hipóteses de Bohm sobre a colisão entre partículas atômicas foram úteis para o desenvolvimento das bombas atômicas que destruíram Hiroshima e Nagasaki. Esse fato pesaria mais tarde em sua consciência e em sua visão de mundo.

A Perseguição Política

Em 1949, Bohm foi convocado a depor no Comitê de Atividades Antiamericanas da Câmara, que investigava acusações de espionagem. Filiado ao Partido Comunista desde 1942, ele invocou a Quinta Emenda e permaneceu em silêncio. Embora absolvido, perdeu seu emprego na Universidade de Princeton, onde era colega de Einstein.

O cenário político nos EUA era cada vez mais ameaçador. O amigo de Bohm, o físico e historiador Olival Freire Junior, resume: "A história de David Bohm é a história do macartismo e da perseguição aos ex-alunos de Robert Oppenheimer".

A Fuga para o Brasil

Com a ajuda de estudantes brasileiros de pós-graduação em Princeton — Jayme Tiomno, José Leite Lopes e Walter Schützer — Bohm conseguiu um cargo na Universidade de São Paulo. O próprio Einstein escreveu uma carta de recomendação ao diretor do Departamento de Física da USP, Abrahão de Moraes. Em maio de 1952, Einstein também escreveu uma carta de apoio a Bohm endereçada ao presidente Getúlio Vargas.

Bohm chegou ao Brasil em outubro de 1951, em uma viagem tensa. Ele temia ser preso quando o avião foi ordenado a retornar ao terminal, mas o problema era com outro passageiro. Em São Paulo, ninguém o esperava no aeroporto — ele havia esquecido de endereçar o telegrama ao Departamento de Física. Sem saber uma palavra de português, partiu em busca de um hotel. 

O CONTEXTO CIENTÍFICO: A INSATISFAÇÃO COM COPENHAGUE

Para entender a motivação de Bohm, precisamos recuar à década de 1920 e ao nascimento da interpretação de Copenhague da mecânica quântica.

O Problema da Medição

A interpretação de Copenhague, defendida por Bohr e Heisenberg, afirmava que a função de onda não descreve uma realidade física, mas apenas um estado de conhecimento. O colapso da função de onda durante a medição quântica era postulado, não explicado.

Para muitos físicos, isso era insatisfatório. Einstein, em particular, nunca aceitou a visão de Copenhague. Ele acreditava que a mecânica quântica era incompleta e que existia uma realidade subjacente, descrita por "variáveis ocultas".

A Busca por uma Teoria Realista

Bohm compartilhava da insatisfação de Einstein. Ele acreditava que a física quântica deveria ser uma teoria realista e determinística, na qual as partículas têm posições e trajetórias definidas, independentemente da medição. Essa busca o levou a redescobrir e reformular a teoria da onda piloto de Louis de Broglie. 

A TEORIA DA ONDA PILOTO (1952)

Em 1952, Bohm publicou dois artigos que revolucionariam a interpretação da mecânica quântica. Ele propôs uma teoria que, embora matematicamente equivalente à mecânica quântica padrão, oferecia uma visão radicalmente diferente da realidade.

Representação da onda piloto guiando uma partícula na mecânica bohmiana
Na teoria de Bohm, a onda piloto (função de onda) guia a partícula, que tem posição definida, restaurando o realismo e o determinismo.


Os Fundamentos da Teoria

Na interpretação de Bohm, a função de onda evolui de acordo com a equação de Schrödinger, mas não é a única entidade real. Além da onda, existe a partícula — uma entidade real, com posição definida, que é guiada pela onda.

Bohm dividiu a equação de Schrödinger em duas partes:

  1. Uma equação que descreve a evolução da onda (a equação de Schrödinger padrão).

  2. Uma equação que descreve o movimento da partícula, que é guiada pela onda através de um "potencial quântico".

O que determina o futuro de uma partícula, segundo a teoria, são dois fatores: a evolução temporal da onda piloto e a posição inicial da partícula.

A Onda Piloto e a Partícula

Na teoria de Bohm, tanto a onda quanto a partícula são reais. A onda piloto guia a partícula, mas não é afetada por ela. Isso significa que a partícula segue uma trajetória bem definida, mas sua trajetória é determinada pela onda, que se espalha por todo o espaço.

O potencial quântico, que surge da equação de Schrödinger, é o mecanismo pelo qual a onda influencia a partícula. Ele é responsável pelos efeitos quânticos, como a interferência e o entrelaçamento quântico.

Determinismo e Variáveis Ocultas

A teoria de Bohm restaura o determinismo na física quântica. Dado o estado inicial da onda e da partícula, podemos prever deterministicamente seu futuro. No entanto, a teoria exige a existência de variáveis ocultas — a posição da partícula, que não é diretamente observável.

Essas variáveis ocultas são a razão pela qual a teoria de Bohm foi inicialmente rejeitada. Muitos físicos acreditavam que as variáveis ocultas eram desnecessárias e que a teoria era artificial. No entanto, Bohm argumentava que sua teoria era mais consistente e intuitiva do que a interpretação de Copenhague. 

A NÃO-LOCALIDADE NA TEORIA DE BOHM

Uma das características mais marcantes da teoria de Bohm é sua não-localidade explícita. Na interpretação de Bohm, o estado do universo evolui suavemente através do tempo, sem o colapso da função de onda. Mas essa evolução é não-local: a onda piloto conecta instantaneamente todas as partículas do universo.

O Que é a Não-Localidade?

A não-localidade é a ideia de que partículas podem influenciar umas às outras instantaneamente, independentemente da distância. Isso é exatamente o que Einstein chamou de "ação fantasmagórica à distância" — uma ideia que ele rejeitava.

Na teoria de Bohm, a não-localidade é uma característica fundamental. O potencial quântico que guia as partículas é não-local, o que significa que uma mudança em uma parte do universo pode afetar instantaneamente outra parte, não importa quão distante.

Por que a Não-Localidade é Importante?

A não-localidade é a chave para entender o entrelaçamento quântico. Quando duas partículas estão emaranhadas, suas ondas piloto estão conectadas, de modo que uma medição em uma partícula afeta instantaneamente a outra.

A teoria de Bohm oferece uma explicação natural para o entrelaçamento: as partículas têm posições definidas, mas suas trajetórias são determinadas por uma onda não-local. Isso elimina a necessidade do colapso da função de onda, que é postulado na interpretação de Copenhague. 

BOHM E O PARADOXO EPR

Bohm desempenhou um papel crucial no desenvolvimento do paradoxo EPR, o argumento de Einstein, Podolsky e Rosen contra a completude da mecânica quântica.

A Reformulação de Bohm

Em 1951, Bohm publicou uma reformulação do paradoxo EPR que tornava o argumento mais preciso e mais fácil de testar experimentalmente. Em vez de usar posição e momento, Bohm usou o spin das partículas, que é mais simples de medir.

A reformulação de Bohm do paradoxo EPR, feita em colaboração com seu aluno Yakir Aharonov, teve mais chances de ser verificada experimentalmente. Essa versão do paradoxo EPR é a que foi usada por John Bell em seu teorema.

A Resolução de Bohm para o Paradoxo

Para Bohm, o paradoxo EPR não era um problema. Sua teoria da onda piloto oferecia uma explicação simples: as partículas têm posições definidas (realismo) e são guiadas por uma onda não-local (não-localidade). Portanto, a medição em uma partícula afeta instantaneamente a outra, mas isso não viola a relatividade porque nenhuma informação útil é transmitida.

Bohm mostrou que o realismo e a não-localidade podem coexistir, desde que se aceite que a natureza é mais interconectada do que a física clássica supunha

BOHM E O TEOREMA DE BELL

O teorema de Bell, publicado em 1964, foi um divisor de águas na física quântica. Bell partiu da reformulação de Bohm do paradoxo EPR e mostrou que nenhuma teoria de variáveis ocultas locais poderia reproduzir todas as previsões da mecânica quântica.

A Conexão Bohm-Bell

Bell, partindo da reelaboração de David Bohm do argumento de EPR, demonstrou que certas correlações quânticas não poderiam surgir de nenhuma causa local. Isso ficou conhecido como o Teorema de Bell.

O teorema de Bell não refutou a teoria de Bohm. Pelo contrário, a teoria de Bohm é explicitamente não-local e, portanto, compatível com o teorema de Bell. Bell, em suas investigações, começou a indagar se a não-localidade era uma necessidade da teoria quântica.

A Compatibilidade com a Mecânica Bohmiana

A mecânica bohmiana é uma das poucas interpretações da mecânica quântica que é completamente compatível com o teorema de Bell. Ela abraça a não-localidade de forma explícita, tornando-a uma das principais alternativas à interpretação de Copenhague e à interpretação de muitos mundos.

Hoje, a teoria de Bohm é considerada uma das interpretações mais consistentes da mecânica quântica, especialmente por aqueles que valorizam o realismo e o determinismo

O EXÍLIO: BRASIL E INGLATERRA

A vida de Bohm foi marcada pelo exílio. Perseguido nos Estados Unidos, ele viveu quatro anos no Brasil antes de se estabelecer na Inglaterra.

Bohm no Brasil (1951-1955)

Bohm chegou ao Brasil em outubro de 1951 para assumir um posto de professor no Departamento de Física da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, futuro Instituto de Física. Ele ficou no Brasil até 1955, quando se mudou para a Inglaterra.

Durante seu período no Brasil, Bohm continuou a desenvolver suas ideias sobre a mecânica quântica. Ele também se tornou cidadão brasileiro. Em uma carta a Einstein, ele expressou sua incerteza sobre o futuro: "Para obter cidadania brasileira eu terei que ficar aqui por mais 20 meses pelo menos".

Representação de David Bohm no Brasil, em São Paulo, durante seu exílio
Perseguido nos EUA, Bohm viveu no Brasil entre 1951 e 1955, onde trabalhou na USP e se tornou cidadão brasileiro.


Bohm na Inglaterra (1955-1992)

Em 1955, Bohm mudou-se para a Inglaterra, onde trabalhou na Universidade de Bristol e depois no Birkbeck College, em Londres. Ele abandonou o marxismo após a Revolução Húngara de 1956.

Na Inglaterra, Bohm desenvolveu suas ideias filosóficas, incluindo a ordem implicada e explicada. Ele também se tornou amigo do pensador indiano Jiddu Krishnamurti e do Dalai Lama, que o chamava de "meu guru cientista".

Bohm morreu em Londres em 27 de outubro de 1992, aos 74 anos. Tragicamente, ele não obteve em vida o merecido reconhecimento

O LEGADO DE DAVID BOHM

O legado de Bohm é vasto e multifacetado. Ele contribuiu não apenas para a física, mas também para a filosofia, a neuropsicologia e o diálogo intercultural.

Representação do legado de Bohm: onda piloto, não-localidade e ordem implicada
O legado de Bohm inclui a mecânica bohmiana, a não-localidade, a ordem implicada e sua influência na neuropsicologia e na filosofia.


A Teoria da Onda Piloto

A teoria da onda piloto, ou mecânica bohmiana, é uma das principais alternativas à interpretação de Copenhague. Ela restaura o realismo e o determinismo na física quântica, oferecendo uma visão mais intuitiva do mundo subatômico.

A Não-Localidade

Bohm foi um dos primeiros físicos a abraçar a não-localidade como uma característica fundamental da natureza. Sua teoria mostra que o realismo e a não-localidade podem coexistir, desde que se aceite que o universo é mais interconectado do que a física clássica supunha.

A Ordem Implicada e Explicada

Bohm desenvolveu uma teoria filosófica da ordem implicada e explicada. Segundo ele, a realidade que percebemos (a ordem explicada) é apenas uma manifestação de uma ordem mais profunda (a ordem implicada), na qual tudo está interconectado.

Essa ideia influenciou não apenas a física, mas também a neuropsicologia e a filosofia da mente. Bohm acreditava que a consciência, como a realidade quântica, é não-local e interconectada.

A Influência em Outros Pensadores

Bohm influenciou uma ampla gama de pensadores, incluindo o neurocientista Karl Pribram, que propôs que o cérebro funciona de acordo com princípios quânticos, e o Dalai Lama, que o chamava de "meu guru cientista"

PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE DAVID BOHM

Quem foi David Bohm?

David Bohm foi um físico americano que desenvolveu a interpretação da onda piloto (mecânica bohmiana) da mecânica quântica, uma teoria realista, determinística e não-local.

O que é a teoria da onda piloto?

É uma interpretação da mecânica quântica na qual as partículas têm posições definidas e são guiadas por uma "onda piloto" (a função de onda), que é real.

O que é a não-localidade?

É a ideia de que partículas podem influenciar umas às outras instantaneamente, independentemente da distância. A teoria de Bohm é explicitamente não-local.

Por que Bohm foi perseguido nos EUA?

Por suas atividades políticas. Filiado ao Partido Comunista, ele foi convocado a depor no Comitê de Atividades Antiamericanas e, embora absolvido, perdeu seu emprego em Princeton.

Bohm viveu no Brasil?

Sim. Ele viveu em São Paulo entre 1951 e 1955, onde trabalhou no Instituto de Física da USP e se tornou cidadão brasileiro.

Qual é a relação entre Bohm e o paradoxo EPR?

Bohm reformulou o paradoxo EPR em termos de spin, tornando-o mais preciso e mais fácil de testar experimentalmente. Essa reformulação foi usada por John Bell em seu teorema.

Qual é a relação entre Bohm e o teorema de Bell?

O teorema de Bell baseia-se na reformulação de Bohm do paradoxo EPR. A teoria de Bohm é compatível com o teorema de Bell porque é explicitamente não-local.

O que é a ordem implicada e explicada?

É uma teoria filosófica de Bohm segundo a qual a realidade que percebemos (ordem explicada) é uma manifestação de uma ordem mais profunda (ordem implicada), onde tudo está interconectado.

Bohm ganhou o Prêmio Nobel?

Não. Apesar de suas contribuições fundamentais, Bohm não recebeu o Prêmio Nobel. Sua teoria foi inicialmente marginalizada, e ele morreu antes de receber o reconhecimento merecido.

Qual é o legado de Bohm?

Seu legado inclui a teoria da onda piloto, a ênfase na não-localidade, a ordem implicada e explicada, e sua influência em outras áreas, como a neuropsicologia e a filosofia

CONCLUSÃO

David Bohm foi um dos físicos mais originais e controversos do século XX. Sua teoria da onda piloto, ou mecânica bohmiana, oferece uma visão realista, determinística e não-local da mecânica quântica, em contraste com a interpretação de Copenhague.

Bohm foi perseguido por suas convicções políticas, exilado nos Estados Unidos, acolhido no Brasil e na Inglaterra, e marginalizado pela comunidade científica. Mas sua obra perseverou. Hoje, a mecânica bohmiana é reconhecida como uma das principais alternativas à ortodoxia quântica, e sua ênfase na não-localidade é central para a criptografia quântica e a computação quântica.

Bohm nos ensinou que a realidade é mais interconectada do que podemos imaginar. Sua visão de uma ordem implicada, na qual tudo está profundamente ligado, ressoa com as descobertas mais recentes da física e da neurociência.

Talvez a maior lição de Bohm seja a importância de questionar as ortodoxias. Ele não aceitou a interpretação de Copenhague como verdade absoluta; ele buscou uma compreensão mais profunda e mais coerente da realidade. Que sua coragem intelectual continue a nos inspirar. 


📌 NOTA SOBRE A RECEPÇÃO DA TEORIA DE BOHM

A interpretação de Bohm foi inicialmente rejeitada pela maioria dos físicos, mas hoje é considerada uma das principais alternativas à interpretação de Copenhague. Sua não-localidade explícita, embora controversa, é compatível com o teorema de Bell e com os experimentos que o confirmaram


Gostou do conteúdo? A história de David Bohm é uma das mais fascinantes da física quântica. Compartilhe este artigo com amigos que se interessam por ciência ou deixe sua dúvida nos comentários!

Continue explorando:


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  1. Wikipedia. David Bohm.

  2. Wikipedia. Interpretação de Bohm.

  3. Freire Junior, O. David Bohm: A Life Dedicated to Understanding the Quantum World. Springer, 2019.

  4. Peat, F. D. Infinite Potential: The Life and Times of David Bohm. Addison-Wesley, 1996.

  5. Bohm, D. Quantum Theory. Prentice-Hall, 1951.

  6. Bohm, D. A Suggested Interpretation of the Quantum Theory in Terms of "Hidden" Variables. Physical Review, 1952.

  7. BBC News Brasil. David Bohm, o 'comunista' rebelde da mecânica quântica.

  8. Revista FAPESP. David Bohm, um físico rebelde.

0 Comentários